O Direito Internacional regula as relações que ultrapassam as fronteiras de um único Estado — tratados entre países, reconhecimento de cidadanias, regulação da imigração, comércio exterior e extradição. Para brasileiros, é o ramo mais relevante quando o objetivo é obter cidadania europeia, imigrar legalmente para outro país ou resolver questões que envolvem duas jurisdições diferentes.

A cidadania estrangeira por descendência — seja portuguesa, italiana, espanhola, alemã ou de qualquer outro país — é um direito que não precisa ser "conquistado": ele existe desde o nascimento, latente, aguardando o processo de reconhecimento. O papel do Direito Internacional é identificar esse direito, mapear o caminho para reconhecê-lo e superar os obstáculos administrativos ou judiciais que surgem no caminho.

Portugal e a Itália são os países europeus com maior volume de processos de cidadania por descendência envolvendo brasileiros. Cada país tem sua legislação própria, seus órgãos específicos (IRN em Portugal, consulados e Tribunale em Itália) e suas particularidades processuais. O conhecimento técnico e atualizado de ambos os sistemas é o que diferencia um processo bem conduzido de um processo que se arrasta por anos ou termina em indeferimento.