A pergunta mais frequente entre brasileiros com dupla ancestralidade europeia é inevitável: vale mais o passaporte português ou o italiano? A resposta depende do que você pretende fazer com a cidadania — e os dois documentos, embora ambos europeus, têm diferenças práticas relevantes.
Em termos de mobilidade internacional, ambos os passaportes oferecem acesso sem visto a mais de 180 países, incluindo EUA (ESTA), Canadá, Japão, Austrália e todo o espaço Schengen. O ranking dos passaportes varia de acordo com o índice utilizado, mas ambos consistentemente figuram entre os 10 mais poderosos do mundo. A diferença de mobilidade entre eles é, na prática, irrelevante para a maioria dos destinos.
Para quem pretende morar e trabalhar na Europa, ambos concedem pleno direito de residência e trabalho em todos os 27 países da União Europeia. No entanto, Portugal tem histórico de receber mais imigrantes brasileiros — o que significa infraestrutura de acolhimento, comunidade estabelecida e facilidade de integração pelo idioma. A Itália, por outro lado, tem mercado de trabalho maior e, em certos setores, salários mais elevados.
Quanto ao processo de obtenção, a cidadania portuguesa tende a ser mais rápida para filhos e netos com documentação adequada — prazos de 6 a 18 meses pela via consular em circunstâncias favoráveis. A cidadania italiana, especialmente após a Lei 74/2025, ficou mais difícil para bisnetos e trinetos, com a via judicial se tornando necessária para essas gerações — o que implica prazos de 2 a 4 anos.
O custo total de cada processo varia. Cidadania portuguesa por descendência direta (filho ou neto): R$ 5.000 a R$ 15.000 considerando honorários e despesas. Cidadania italiana pela via judicial: R$ 25.000 a R$ 80.000. Para quem tem direito a ambas, iniciar pela portuguesa pode ser estratégico — o passaporte europeu em mãos permite entrar na Itália como cidadão europeu e residir legalmente enquanto o processo italiano tramita.
