O Visto D7, conhecido popularmente como "visto de renda passiva" ou "visto de nômade de renda fixa", é o tipo de visto de residência mais procurado por brasileiros que desejam se mudar para Portugal com renda proveniente do Brasil — seja aposentadoria, aluguéis, dividendos, rendimentos financeiros ou renda de trabalho remoto para empresa estrangeira.
O requisito central do D7 é a comprovação de renda mínima mensal suficiente para sustentar o requerente em Portugal. Os valores são atualizados periodicamente com base no salário mínimo português. Em 2026, o valor de referência é aproximadamente € 870 mensais para o requerente principal, com acréscimos de 50% para cônjuge ou parceiro e 30% para cada filho dependente. Esses valores devem ser comprovados por extratos bancários, declarações de rendimento, ou contratos de locação.
O processo de solicitação envolve três etapas: (1) agendamento e comparecimento pessoal no consulado português competente no Brasil (em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre ou Foz do Iguaçu); (2) análise e decisão consular, com prazo médio de 60 a 90 dias; (3) entrada em Portugal e conversão do visto em Autorização de Residência junto à AIMA (ex-SEF) em até 4 meses após a chegada.
A documentação exigida inclui: passaporte válido por pelo menos 6 meses após a data prevista de entrada; comprovante de alojamento em Portugal (contrato de arrendamento ou declaração de estadia); extratos bancários dos últimos 3 meses; declaração de imposto de renda; seguro de saúde com cobertura em Portugal; certidão de antecedentes criminais apostilada; e comprovante de renda (aposentadoria, dividendos, contrato de trabalho remoto, ou similar).
Uma mudança importante trazida pela reforma de outubro de 2025: o D7 não pode mais ser solicitado por quem já está em Portugal como turista. A solicitação deve ser feita obrigatoriamente no consulado no Brasil. Quem tentou regularizar a situação estando em território português sem visto adequado enfrentará dificuldades adicionais com a nova lei.
